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Em 2007 tivemos a segunda parte da trilogia planejada pela Krome Studios
contando a "verdade" sobre a origem de Spyro. Após muitas críticas à
A New Beginning, a Krome Studios decide modificar um pouco o sistema de jogo. Passou o
jogo que era 90% ação para 70% ação e 30% aventura (exploração de cenários,
plataformas e coleta de itens).
A adição desses elementos no jogo resgatou um pouco o que eram os jogos do
Spyro, do jeito que os fãs gostam, se não fosse por um detalhe: eles esqueceram
que muitas crianças gostam do Spyro. Fizeram um jogo com uma dificuldade tão
elevada que chega a desanimar em alguns pontos. Spyro perde muita energia com um
golpe de um inimigo menor que ele e, o pior, com uma barra de energia bem menor
que a de Spyro. Você usa todo o nível de energia da baforada para derrotar um
inimigo, mesmo assim, às vezes nem consegue derrotá-lo.
A jogabilidade é outro ponto que detonam a ótima intenção da Krome Studios: você
aperta o botão de pulo duas vezes para o pulo duplo, mas o controle só faz um
pulo simples, fazendo Spyro morrer várias vezes num mesmo local. Quando Spyro
leva um golpe, é difícil revidar, pois Spyro fica cambaleando por muito tempo e
os inimigos continuam te acertando.
O desafio maior desse jogo, com certeza, é terminá-lo sem morrer ou morrendo
pouco.
Eternal Night continua contando com vozes ilustres de estrelas de Hollywood:
Elijah Wood como Spyro, Gary Oldman como Ignitus, David Spade deu lugar a Billy
West como Sparx, além de Kevin Michael Richardson como Gaul e Mae Whitman como
Cynder (que já estava no game anterior). Os diálogos foram bem escritos e contam
bem o enredo do jogo, destacando as participações de Elijah Wood e Mae Whitman
que dublaram bem os seus personagens. O que deixou a desejar foi Billy West,
apesar de algumas vezes parecer engraçado, ele não conseguiu transmitir tanta
emoção no texto quanto David Spade.
Nesse jogo, Spyro recupera aos poucos os poderes perdidos após a batalha contra
Cynder em A New Beginning. Em Eternal Night, Spyro pode baforar os 4 elementos
da natureza: fogo, ar, água (gelo) e pedra. Todos eles contam com Dragon Fury
que, quando usado, causam o maior estrago no cenário, mostrando um efeito visual
bem bonito a la Matrix.
Nesse jogo, Spyro deve coletar alguns itens que habilitam imagens na seção
extras (bem melhor que a seção extras do anterior que só apresentava uma
entrevista com Elijah Wood...).
No geral, o jogo ficou bom, mas a jogabilidade comprometida tira um pouco o
brilho do jogo, mas os gráficos continuam bons, os sons excelentes e o desafio
ficou mais apurado, mas pelo menos, não enjoará mais rápido que o A New
Beginning...
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